Sábado, 2 de Outubro de 2010

Radical Obsession 4

A campainha tocou para o final das aulas. Os alunos levantaram se de repente, sendo Paris uma dessas pessoas. Jade nem teve tempo para a chamar quando abriu a boca para chamar pelo nome dela, ela já tinha desaparecido. Suspirando, encolheu os ombros e segui para junto de duas carteiras, onde Rob e Bill estavam a levantar-se. Meteu-se a frente de Bill impedindo que este se afastasse. Ele olhou para ela não muito agradado com essa atitude.

- Que queres? – perguntou quando agarrava na mala.

- Olá Jade! – disse Rob com um sorriso um tanto envergonahdo, mas esta ignorou-o, Rob cerrou os lábios – Também fico feliz por te ver… - disse desanimado e afastou-se. Mary que agarrou nos livros esmagando-os contra o peito olhou para Rob. Quis dizer que ele estava muito giro hoje, mas assim que ele olhou para ela, ela corou e desato a caminhar depressa, saindo da sala como um foguete. Natacha também acabou por sair da sala, sem ligar muito as pessoas que ali estavam, mas às pessoas que estavam a mandar-lhe mensagens, acabando por responder aquelas que interessavam.

Jade sorriu maravilhosa – Necessito dos teus serviços.

- Ah?

- Quer dizer, não é bem os teus – sorriu – mas da tua banda, enfim, não interessa, a banda está disponível, no sábado à noite? – e sem esperar resposta do dele – Óptimo! Eu sabia que podia contar contigo! – Bill quis falar mas ela não deixou, metendo-lhe o dedo nos lábios – Não precisas de agradecer, eu sei que sou uma querida – sorriu-lhe – Ao contrário da minha irmã, mas pronto, nem toda a gente – atirou o cabelo para trás – não pode ser fantástica, como eu – piscou o olho e acenou – Adeus Bill, se tiveres algum problema, liga-me… - saiu da sala deixando parado com cara de parvo a olhar para a porta. Rob tossiu. Tinha assistido aquilo tudo. Bill olhou o e abanou a cabeça.

- A gaja é maluca! – saiu da sala acompanhado por Rob que ficou calado o tempo todo. Rob só pensava que Jade tinha o ignorado. Depois despediram-se quando Rob seguia para a biblioteca, para buscar uns livros, e Bill para fora do colégio. Não estranhou o irmão estar ali, ele passava mais tempo no colégio quando já não estuda lá, uma vez que quando estudava baldava-se sempre quando podia.

Tom estava do lado de fora do colégio, encostado a uma arvore, com uma atitude despreocupada, com uma das pernas apoiadas contra a árvore. A sua frente, uma rapariga ruiva, que trazia um top justíssimo e uma mini saia, falava para ele, mas ele estava mais interessado no decote que nas palavras que lhe saiam da boca. Bill olhou para aquilo e abanou a cabeça. Foi até ao irmão.

- Tom, vamos embora…

- Já? – olhando para o irmão chateado. Ele não percebia que estava a conversar com uma pessoa, tinha que estragar o momento.

- Temos que falar, tenho uma proposta – Tom grunhiu para ele, e virou-se para Sophie.

Abanou o piercing negro dos lábios, debruçando para lhe deixar dois beijos na cara – Liga-me logo a noite – sorriu-lhe e foi atrás do irmão, que já entrava para o carro do irmão. Tom entrou e olhou para ele – É assim, eu não sou motorista de ninguém, arranja a tua boleia… E já agora, obrigadinho! – disse chateado. Ligou o carro e saiu do parque de estacionamento.

- Não tens de quê! Consegues arranjar melhor que aquilo, Tom…

- Desde quando é que dás palpites sobre a minha vida?

- Fogo, hoje estás mal disposto, ou quê? – Tom não lhe respondeu e ligou o rádio bem alto. Guiou para a oficina, onde se iam encontrar com os outros, visto que Bill já estava a mandar duas mensagens.

•••

Paris acabava de entrar na oficina, mas não viu a mota de Tyler, estranhou porque ele costumava deixa-la sempre do lado de fora. Entrou para dentro e começou a chamar por ele. Debaixo de um carro, um skate deslizou e Georg apareceu de tronco nu e manchado de óleo, com o cabelo amarrado.

- O Tyler não está - Paris assustou-se com aquele súbito aparecimento mesmo junto a si. Olhou para baixo mas ele já se levantava e sorria-lhe – Queres deixar recado? – limpando as mãos aos restos de desperdício que tinha para esse efeito.

- Não, não… Mas ele não está, saiu e já volta?

- Bem, ele voltar até volta, mas não hoje – encostou-se ao carro e olhou-a – Mas se eu puder ajudar…

- Ele disse que estaria por cá para eu aparecer.

Georg olhou-a – Desculpa, mas ele já foi embora a umas duas… Três horas, o chefe disse me para eu fazer os trabalhos que ele deixara pendentes…

Paris suspirou – Está bem – agarrou no telemóvel e despediu-se – Adeus… - marcou o número que já sabia de cor, quando abandonava a oficina, esperando a resposta do outro lado. Do lado oposto acabava de estacionar um carro e dois rapazes saiam do carro e entrevam na oficina. Georg que acabara de agarrar num carburador, pensando que aquela cara lhe era familiar e tentava se lembrar de onde. Não, nunca a tinha visto com Tyler. Quando viu os amigos a entrar, e reparou em Bill é que se lembrou. Ex do Bill! Abanou a cabeça a rir-se. Tom e Bill olharam para ele, confusos.

- Que te deu? – perguntou Tom, quando olhava para dentro do capot aberto do carro.

- Nada, nada… - deixando-se de novo no skate e deslizando para baixo do carro. Bill olhou para Tom, que encolhera os ombros.

Paris não conseguiu falar com Tyler, este tinha o telemóvel desligado. Bufou. Seguiu para casa chateada, a pensar no que se tinha passado para ele se ter ido embora sem lhe dizer nada. Estava a entrar na rua quando um carro vermelho, estilo desportivo trava ao seu lado. O vidro começa a baixar – Queres boleia? – pergunta a voz feminina de Nancy, que abriu a porta para Paris entrar.

- A minha casa é já ali.

- Mas assim tenho desculpa para que me ofereças um lanche! – disse na brincadeira, metendo os óculos e meteu prego a fundo pela estrada fora, dois minutos parava em frente do portão da casa dos Telles. O portão abriu e Nancy guiou o seu carro para dentro deles.

•••

- Ah, podes recapitular de novo se faz favor? Este sábado? Festa da Telles? Estão a gozar, certo? – mas Bill não respondeu ao que Gustav estava a perguntar – Mas as Telles, Telles?

- Sim, essa Telles! – disse Tom, falando de Paris, com um sorriso cabrão para o irmão. Este retribuiu com um olhar carregado de fúria.

- Mas convidou-nos mesmo? Porque? Pensei que estivessem de relações cortadas… - este já falava de Jade.

- Ele só está com a outra – explicou Tom sempre com aquele sorriso – Apesar de não querer estar muito, não é maninho? – batendo lhe no ombro, e Bill agarrou na lata de óleo que estava ao seu lado e foi atrás do irmão, que fugiu, para lhe virar por cima – Ui… Se não sentisses nada não agias assim! – só tempo para se baixar porque Bill mandou-lhe a lata, que acabou por cair muito longe de Tom, virando o conteúdo no chão.  Tom olhou chocado – Bill! Esta t-shirt foi cara pá! Se ela ficasse apenas com uma gotinha… - não terminou porque Georg gritou para se calarem.

Gustav agradeceu – Agora a sério: porquê?

Bill suspirou e olhou para Gustav – Sei lá, como é que queres que saiba o que se passa naquela cabeça desmiola, nem me deu tempo para recusar. Mas eu já sabia que ela ia dar uma festa, e até pensava que era outra banda que ia lá actuar, mas pelo que ouviu, ela desistiu… Além disso – olhou para todos – ela vai pagar, e isso até é óptimo para nos! Não querem?

- Por mim, é na boa! – disse Gustav, e Georg acenou concordando. Bill olhou para Tom. Este sorriu.

- Estás com sorte, maninho, não tenho nada combinado no sábado a noite, talvez arranje nessa festa, um programa…

S.Mille às 23:14
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:
De rosecat. a 3 de Outubro de 2010 às 00:10
ola....
desculpa não ter comentado os outros dois mas não costumo vir à net em dias de aulas....
quanto à fic....
com que então a Paris é a ex do Bill.... interessante...
algo me diz que vai acontecer algo nessa festa envolvendo a nova banda....xD
bjs...


De S.Mille a 6 de Outubro de 2010 às 13:32
: D o que interessa é que leias : D e estejas a gostar...
eu tambem nao tenho aquele tempo que gostava de ter para escrever ^^


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