Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Radical Obsession 5


Quarta passou, quinta passou, sexta passou: os dias foram passando e cada um à sua maneira. Era sexta à noite. Paris olhou para o relógio digital em cima da mesa-de-cabeceira. Oito e meia. Agarrou na mala e foi até ao quarto da irmã, batendo-lhe na porta.

- Jade, estás pronta? – voltando a bater, agarrando no telemóvel que estava no bolso e procurou uma mensagem de Tyler, mas nada dele e as outras não lhe interessavam. Jade acabou por aparecer toda produzida, como se não fosse apenas jantar a pizzaria com amigos. Paris nem comentou.

Os pais não estavam em casa, e elas julgavam que estivessem nalgum jantar importante. Também não lhes interessava muito saber desses jantares. Chamaram um táxi, dispensando o motorista, e arrancaram para a pizzaria, onde Mary e Natacha já estavam. Quando Paris e Jade chegaram, as amigas fizeram sinal para elas juntarem se a elas. E foi quando o grupo de amigos, oito pessoas, com Andy incluída, chegou e sentaram-se com elas. O dono italiano, Alessio, um conhecido das gémeas, servia a todos cocas cola e batidos de vários sabores, que as empregadas, de saia as riscas verdes e brancas e a blusa justa e decota com o avental branco, traziam para aquelas doze pessoas.

Aquela pizzaria era muito movimentada: as pizzas eram boas, feitas na hora, no forno a lenha, uma autêntica pizzaria italiana, de muitas variedades ou à escolha do cliente. As gémeas adoravam, apesar de ter outras variedades de comida italiana, mas pizzas era o que saia mais e o que elas mais comiam numa noite de sexta. Elas também adoravam o pão de alho que ele trouxe para eles: pequenas bolas de massa de pão com manteiga de alho. E como não era de estranhar a uma sexta a noite, a maior parte era tudo jovens que depois dali iam para a noite. Via-se três casais com os filhos e outros dois casais muito juntinhos não ligando ao resto dos clientes. Uns senhores já de idade, que estavam a espera da pizza para levar a casa.

Paris estava a rir se da piada seca que um dos amigos tinha mandado, Mike, que estava ao lado de Nancy, quando olha para a porta que fora aberta mais uma vez fazendo entrar quatro pessoas. Parou de rir e agarrou no copo bebendo um gole de Coca-Cola.

Bill foi o primeiro a entrar que seguiu para uma mesa que acabava de ser abandonada por um grupo de raparigas de quinze anos, que seguiam para o cinema. Sentou-se e os amigos fizeram o mesmo. Uma empregada veio levantar a mesa, Georg e Tom meteram se logo com ela. Ela achou graça e deu lhes galho. Gustav e Bill encolheram os ombros. Estão habituados aqueles dois, a maneira de eles ficarem com os olhos em faísca sempre que viam uma rapariga. Uma outra empregada apareceu. E começou a apontar os pedidos deles, acabando por ir as duas empregadas para dentro, deixando os rapazes sozinhos nas mesas.

Jade olhou para a irmã – Que se passa?

Esta disfarçou – Nada de nada! – fez um sorriso forçado. Nancy puxou o braço de Paris, quando lia a mensagem, e murmurava ao ouvido da amiga.

- Hoje a noite temos corrida! Temos novos corredores.

Paris olhou para ela e murmurou-lhe sobre o burburinho dos amigos – Mas o Tyler não está cá…

Nancy revirou os olhos – E? Ele não é o único a correr! Anda lá! E o Alan disse que te devia levar! – lendo o resto da mensagem – Estranho, diz que esta noite vamos ter muitas surpresas… - olhou para a amiga – É que não podemos perder então isto por nada deste mundo! – agarrou numa fatia de pizza quando respondia a Alan.

Jade inclinou-se para elas as duas – Não podem perder o que? – olhando para a irmã. Paris não respondeu mas o olhar dizia tudo – Não! – foi tudo o que disse Jade. Ainda estava para vir o dia que Jade ia aceitar que a irmã ainda estava naquelas malditas corridas – Tu não vais! Outra vez, sempre a mesma coisa Paris! Desiste disso! Pensei que já tivesses percebido que isso é perigoso, mas pelos vistos, o Morto é que te leva a fazer isto não é?

Paris não respondeu, continuou a comer.

Tom passou os olhos pela sala que estava cheia, deparou-se com o grupo de amigos das gémeas e viu as lá. Sorriu e virou-se para a mesa, pegando na coca-cola que a empregada já tinha trazido – Olhem quem está cá a jantar também…

Georg olhou – As Telles… - Bill olhou para eles. Estava de costas para a mesa do grupo de doze pessoas, mas olhou de lado e reparou pelo canto do olho que estavam mesmo ali. Voltou para a frente e não disse nada. Suspirou e agarrou no telemóvel que acaba de receber uma mensagem. Tom olhou para o irmão, e encolheu os ombros para Gustav e para Georg.

Gustav falou – Devias arranjar uma miúda, Bill, já ninguém consegue te ver nessa depressão. – disse sério – A vida continua meu!

Bill resmungou o que pareceu ser – Eu estou óptimo, estou a seguir a minha vida… - respondendo à mensagem.

As pizzas deles chegaram, e Georg mudando de assunto olhou para a empregada e apreciou o seu aspecto e sem quer deixou escapar, esfregando as mãos – Maravilha! – a empregada sorriu pensando que ela estava a falara da pizza.

- E sabe ainda melhor! – Georg ficou atordoado e depois olhou para ela que se afastava, quando os outros se riram. Bill tirou uma fatia, comendo a sem comentário e levantou-se. Todos olharam para ele, Georg perguntou logo com um bocado de queijo derretido no canto da boca que limpou – Onde vais?

Bill olhou para ele – Embora – acenou e antes que lhe perguntassem mais alguma coisa, já tinha atravessado a pizzaria e saído. Gustav olhou para as horas.

- Ei, também tenho que ir, tenho um encontro… - levantou-se e agarrou em duas fatias e foi comendo pelo caminho, quando lhes acenava. Georg e Tom olharam um para o outro.

- Isto é estranho, onde que eles foram? – perguntou Tom, quando agarrava na pizza e comia, olhando para a mesa das gémeas. Georg encolheu os ombros, ele também não sabia. Tom olhou para ele – Vou lá apresentar-me pessoalmente à ex do Bill, ele nunca me apresentou e eu realmente – fingindo se ofendido – fiquei magoado por ele não me apresentar a boazona loira e à irmã! – levantou-se com um sorriso cabrão, piscou o olho a Georg e avançou para a zona do grupo. Georg, não queria ficar para trás, foi atrás dele. Jade reparou nos dois rapazes que tinha aproximado como as restantes raparigas que ficaram de queixo caído a olhar. Tom acenou – Olá! – Georg fez também sinal. Tom olhou para Paris. Esta olhou para ele e revirou os olhos.

- Sim?! – à espera que ele disse mais alguma coisa.

- Posso? – tinha uma cadeira vaga ali na ponta da mesa que estava ocupada antes por um rapaz que tinha ido até aos lavados. Tom começou a sentar-se.

- Sim! – disseram algumas raparigas incluído Jade, mas Paris olhou para ele sem falar. Olhou para Georg e reconheceu o da oficina.

- Olá, novamente. – disse para Georg. Este sorriu-lhe. Tom olhou para Georg.

- Vocês já se conhecem? – Paris olhou para ele. Tom começava a fartar se daquele olhar mal-humorado que ela lhe mandava. Será que era assim para o irmão?

- Não tens nada a ver com isso seu… - disse simplesmente e Jade mandou-lhe um pontapé para ela se calar e inclinou-se sobre a mesa até Tom.

- Já jantaram? Querem uma fatia? – estendendo o prato enorme com as fatias. Algumas pessoas recomeçaram a conversar e Nancy olhou para as hora e olhou para Paris.

- Não obrigado, nós já comemos… Quer dizer, nós os dois, porque o meu irmão e o um amigo nosso bazaram e nem comeram…

- Oh que pena… - disse Jade – Mas não vão recusar uma fatia pois não? – sorriu fantástica e Tom mordeu o piercing e sorriu. Tirou um fatia olhando para ela.

Paris levantou-se – Senta-te – para Georg, ficando este a olhar – Eu vou me embora, tenho coisas para fazer… - Nancy também se levantou, com Mike, que já estava a agarrar nas coisas e a despedir-se do pessoal.

Jade olhou para ela – Não! Fica! Não quero que vás… - Mas Paris já estava a avançar para a porta com Nancy e Mike, sem ligar à irmã – PARIS! – retorquiu chateada.

Paris tinha puxado o casaco até a cima, e seguiam para o carro desportivo vermelho de Nancy, quando Mike entrava no seu azul eléctrico, arrancando primeiro, depois de acenar-lhes. Ele tinha que ir fazer vigia para a ponte, para bloquear a passagem dos carros, para poderem correr a vontade. Paris e Nancy arrancaram segundos depois, em alta velocidade.

- Parece que gosta de receber multas de velocidade na tua caixa de correio... – disse Paris, ironizando a situação. Nancy sorri e continua a viagem até ao local da corrida, mudando a mudança.

Chegando, dez minutos depois, ao lugar onde já muita gente, mais do que o costume, estavam encostados aos seus carros e outros em cima de motas, prontos a fazer apostas e correr. Duas raparigas loiras, com uma lata de spray, cada uma, traçavam a linha de partida de um lado ao outro, no chão. As motas de corrida começaram a mover-se para a faixa de partida. E apostadores começaram a apostar, com Nancy a mover já pelo meio pronta para ganhar uns trocos generosos. Era disto que Paris mais gostava, melhor que compras. Sorriu.

Alan, o promotor da corrida, avançou para ela. Era musculado, com a t-shirt de cabas que mostrava os braços fortes e tonificados. Paris suspeitava que ele passaria mais tempo no ginásio que a promove corridas, e ele não só fazia estas em Leipzig de motas, como de carros. Sabia que ele já estivera preso mas nunca perguntara porque. Mas não precisava. Adorava Alan, porque ele era o melhor amigo do irmão.

– Toma... – estendendo-lhe o famoso lenço axadrezado, sem que ela estivesse a espera.

– Porque eu? – agarrando o lenço, enrolando no pulso, ainda a olhar para as motas dos novatos. Realmente eram muitos. E só Mel, a da mota cor-de-rosa e o Jordan da Ducati verde: eram os que já corriam à mais tempo.

– És a mais jeitosa que está aqui... – sorriu, falando baixo e deu-lhe um beijo na cara – E porque nunca mais te decides... - afastou-se com olhar enigmático, juntando-se a uns homem enorme que parecia um armário. Suspirou. Sabia do que ele estava a falar. Ela, claro, que gostaria de correr em cima da mota, mas a cobardia falava mais alto desde da morte do irmão. Suspirou novamente e tirou o lenço do pulso. Tinha que pensar melhor nisso.

Avançou para a frente das motas que já estavam ali. As loiras das latas estavam a meter os números colados e havia espaço vazio entre as duas Ducati. Estranhou.

– OH Nancy... – por cima do som das motas e esta olhou para Paris e Paris fez sinal para que ela se aproxima-se de si – Anda aqui...

– Sim...? – quando chegou-se a ela, acenando aos corredores

- Quem é que falta? Esta ali um espaço vazio…

Nancy olhou para as motas que estavam prontas para arrancar, e reparou no sítio vazio.

– Ah... Se calhar ainda não chegou... Ainda é cedo, ou talvez tenha acobardara-se… - nem tinha acabado a frase, quando uma mota, Yamaha preta com pequenas chamas vermelhas perfura a confusão, fazendo com que toda a gente se afasta-se e olhasse para o recém-chegado. Em cima da mota, uma pessoa completamente toda vestida de preto com um capacete preto e vermelho, não percebendo de quem se tratava. O recém-chegado avançou para alinha colando-se entre uma mota Ducati verde e outra Ducati vermelha e branca. Acenou para os colegas de lado, que retribuíram os gesto. Alan que estava sentado no capo do carro sorriu misterioso.  Paris sentiu uma súbita vontade de competir com aquele corredor. Transmitia mistério, garra e uma competição renhida.

– Bem... – metendo a língua na bochecha – Acho que o nosso novato chegou finalmente – e saí de ao pé de Paris, com um sorriso, sem deixar de olhar pata o recém-chegado e sentiu que por debaixo do capacete ele lhe sorriu. Este depois desviou o olhar para Paris. Nunca pensara que a encontraria ali, no meio da rua, com um lenço na mão pronta para dar inicio a uma corrida de motas. Sorriu. A vida era mesmo cheia de surpresas. Ela reparou no formigueiro familiar que começou a subir pelo pescoço, da sensação de ser observada. Não fazendo caso, levantou o lenço. Suspirou ao ouvir as motas a roncar, famintas de adrenalina.

Paris deixou cair o braço que tinha o lenço. As motas arrancaram, ruidosas. Paris conhecia a sensação e virou-se ao mesmo tempo que as motas passaram por si sem tocar, fazendo o cabelo voar, como se fosse na televisão em câmara lenta.

Para espanto de todos, a Yamaha passou todos e colocou-se em primeiro. E ia com uma grande vantagem. Não era novato, topou Paris.

– O novato está lhes a dar, que pena o Tyler não era aqui, seria uma competição interessante… - assustou Alan, fazendo Paris dar um pequeno salto. Tinha perdido as motas de vistas. Sorriu para Alan, pronta a .

- Tyler dava conta do recado…

Nancy aproximou se – Apostas? – abanado o dinheiro a frente da cara – Vamos lá Alan, quem apostas…?

Ele tirou dinheiro enrolado no bolso, com um sorriso – Na Yahama preta…

Nancy riu – Isso é tudo confiança, Boss? Se ele ganhar ou é sorte de principiante ou não é novo nestas andanças... – disse com um sorriso, mas Alan já se afastava.

– Apostaste em quem?? – perguntou Paris à amiga

Nancy sorriu contando o dinheiro – Na Mel... – a loira, que corria na sua BMW rosa choque.

Paris pensou em quem podia apostar, Alan não se podia enganar nas pessoas e se ele apostava naquele era porque sabia quem era – Aposto no Yahama... – tirando um monte de notas.

Nancy olhou a chocada a rir se – Filha, estás doida... – mas agarrou no dinheiro.

O recém-chegado corria, mas era por divertimento, não lhe interessa muito o dinheiro, mas não se importava de o ganhar naquelas pequenas provas. Descobrira por sorte que existia aquela prova. Por sorte não. Alan descobrira o. Mas nunca pensara encontrar Paris lá. Abanou a cabeça ainda a pensar nela. Este pensamento fê-lo distrair e Mel ganhou metros com esse incidente. Ele percebeu o erro e tentou recuperar o terreno novamente, mas Mel dava luta, não podia perder com uma rapariga. Conseguiu por fim, passa-la. Mas antes de passa-la, mandou-lhe um sorriso, que ela mesmo sem ver, retribuiu e acenou. E travaram antes de passar a lomba, e o Yahama voltou acelerar

Paris movia-se de um lado para o outro. Estavam quase a aparecer, deviam estar na última curva. Ouvira que muita gente apostara no que chegara em último, na Yahama preta. O que era estranho ninguém podia apostar assim sem conhecer a peça. Paris pôs os seus olhos lá e viu o a aproximar-se com o ponto cor-de-rosa não muito longe de si.

Nancy olhou chocada para a mota que passou por si – Isto é...

Paris  olhou para ela – Fantástico? – vendo a Yamaha a chegar em primeiro, e travar muito longe de si – Como? Eu nunca o vi a correr aqui… - mas Nancy já se tinha afastando.

– Boa corrida, Mel... – gritou Nancy chegando-se para a segunda que chegara e trava mais perto delas.

Mel tirou o capacete e sorriu corada – Ele dá luta... – descendo da mota, sorriu e foi para junto dos seus. Mas antes foi até a Yahama e trocou meia dúzia de palavras e depois ela afastou-se para juntar aos colegas, ainda mais corada sorrindo feliz.

– Deve ser bom, deve... Toma o teu dinheiro... – estendendo chateada a Paris, muito dinheiro, esta sorriu e pegou no dinheiro. Tinha que descobrir quem era ele mas assim que levantou a cabeça e não o viu onde ele estava olhou para Nancy mas ela adiantou-se na pergunta - Então e onde está o vencedor?

Paris olhou em volta mas ele já não estava lá. Tinha desaparecido. Alan acenou pata Paris e entrou no carro antes de sair dali. Ele sabia. Paris teve a certeza absoluta que ele sabia.

S.Mille às 12:28
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De rosecat. a 6 de Outubro de 2010 às 21:24
ola. ..
que descaramento irem assim meter conversa com as gémeas.....xD
corrida de motas......o vencedor era o Bill , right ?
uma coisa que me intrigou foi, onde entra o Gustav no meio disto tudo, não acredito que ele tenha um encontro realmente.....fiquei curiosa
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ola. .. <BR>que descaramento irem assim meter conversa com as gémeas.....xD <BR>corrida de motas......o vencedor era o Bill , right ? <BR>uma coisa que me intrigou foi, onde entra o Gustav no meio disto tudo, não acredito que ele tenha um encontro realmente.....fiquei curiosa <BR class=incorrect name="incorrect" <a>bjs</A> ...


De rosecat. a 6 de Outubro de 2010 às 21:26
ups, penso que ouve um pequeno problema com o comentário anterior, espero que consigas entender


De S.Mille a 7 de Outubro de 2010 às 11:43
mesmo esquisito xDD mas entendi o que quisesses te dizer xD


De Bkaulitz a 11 de Outubro de 2010 às 03:56
:O MY GOD!!
MAIS, MAIS.. ESTOU ADORAR xD


De S.Mille a 21 de Outubro de 2010 às 13:00
:D obrigada!!!


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