Sábado, 25 de Setembro de 2010

Radical Obsession 1

Estava tudo pronto para mais uma corrida, naquela rua deserta, onde havia apenas prédios abandonados, e caixotes do lixo vazio. As motas roncavam, prontas a partir, com os seus donos em cima delas. Havia muita agitação entre o público nocturno que assistia. Na linha de partida, sete motas preparavam se para mais uma corrida.  Paris estava à frente delas, com o lenço axadrezado que tirara do pescoço, para dar inicio à corrida. Os motores das motos roncavam furiosos mais uma vez. A loira sorriu para o lado direito, onde o corredor na mota vermelha lhe sorriu através do capacete. Paris sempre com um sorriso, olhou para a sua frente e deixou cair o lenço. As sete motas arrancaram, furiosas, levantando o cabelo loiro, quando passaram por ela. Paris olhou fascinada para as motas que desapareciam pela rua fora. Mordeu o lábio e voltou para junto dos amigos.

- Isto não está tão mal como ontem, e está renhido – falou Nancy quando a loira encostou-se ao carro da amiga e cruzava os braços.

- Nada que o Tyler não resolva – sorriu sedutora quando olhava para a rua. Tyler era o namorado, o corredor da mota vermelha.

Nancy revirou os olhos e pegou no talk-talkie, carregado no botão – Mike, como estão as coisas desse lado?

- Perfeitas, ainda não apareceu ninguém… - a voz saiu do pequeno aparelho, um pouco distorcida.

 

Tyler era um corredor nato, e aquela era uma das suas paixões. Corria já alguns anos quando o seu melhor amigo o iniciar a experimentar. Sorriu ao recordar que o tempo tinha passado a voar. Como quase em todas as corridas, ele ia a frente, e os seus adversários iam a escassos metros deste. Queria vencer e ninguém o ia impedir disso. Quando dobrou a ultima curva, depois de mais de quinze minutos de corrida, pensou que a corrida estava ganha. Havia uma lomba perigosa que se estendia à largura da estrada, seguida por uma cova grande que nunca ninguém deu ao trabalho de tapar. Uma mota verde seguia mesmo a trás de si. Começou a travar, deixando que a mota verde passa-se. O problema é que para passar a lomba devia ser devagar e não à pressa como o corredor da mota verde fez que quando subia, a mota escapou-lhe do controlo e voou mais do que devia e ele derrapou, rolando para um lado e mota para outra. Tyler sorriu e passou com cuidado e contornando ao adversário caído. Novato, pensou sem pena assim que voltou a acelerar com a vitória no papo. Conhecia as ruas de Leipzig como a palma das suas mãos, tal como as suas manhas.

 

Paris viu o ponto vermelho iluminado pelo candeeiros fracos a vir na direcção da linha de chegada. Começou a saltar e bater palmas, feliz do namorado. Tal como muita gente, que vibrou o nome de Tyler em altos berros. Nancy sorriu. Tyler aproximou-se cada vez mais depressa, passando a marca, a alta velocidade, parado metros depois.

- WOW!!! – Paris correu até ele, que já estava a tirar o capacete. Respirava ofegante e satisfeito, puxando Paris para um beijo demorado, onde lábios língua entravam numa dança sedutora.

Foi chegando o resto das motas, quatro, os outros tinham-se esbarrado pelo caminho.

Nancy virou para muitos apostadores e com as mãos começou a pedir o dinheiro das apostas – Pessoal, passem a massa, vá – muitos atiram o dinheiro para as mãos delas, frustrados – Isso mesmo, minha gente, o Murray passou primeiro a linha, azar…

- Ganhaste – disse Paris ofegante quando quebrou o beijo.

- Estavas com dúvidas, boneca? – sorriu, roubando-lhe mais um beijo.

O talk-talkie que estava preso na cintura de Nancy começou a murmurar ruídos e Mike gritava por ele – Bófia! Bófia! – Nancy olhou para as pessoas e mandou-as dispersar. E estas começaram a afastar se, metendo-se nos carros, outros em motas. Muita agitação, carros e motas a tentarem espaçar-se.

- Sobe! – gritou Tyler para paris, que subiu para a mota dele, metendo o seu capacete, e agarrando pela cintura. Tyler ligou a mota e abandonou o recinto, em direcção oposta dos outros. Para casa de Paris. Esta agarrou-se fortemente ao namorado quando John passava pelas ruas movimentadas, onde carros ainda circulavam, de caminho a casa ou para sair dela, acabando por entrar numa rua calma, onde estava cercada de vivendas enormes, das pessoas mais ricas da cidade. Parou em frente a uma vivenda, que tinha um alto portão de ferro e muros altos, e lá dentro um enorme jardim e no meio deste, uma estrutura severa de 3 andares. Era aqui que Paris vivia.

Paris desceu a mota, tirando o capacete, abanando harmoniosamente a cabeleira loira. Olhou para o namorado e puxara o capacete para cima.

- Não queres passar a noite comigo?

- Tu – oferecendo um sorriso doce quando passava o dedo pelo casaco de cabedal – sabes que eu não posso! – agarrou-lhe o casaco e puxou o para um beijo – Sabes como eu gosto de passar a noite contigo… - depois da despedida demorada, olhou o nos olhos – Boa noite – começou a afastar-se.

John colocou o capacete com um sorriso e arrancou. Paris estava sonhadora, quando entrou para dentro do portão, atravessando o jardim a dançar, feliz. Atravessou o jardim, meteu a chave na fechadura, com cautela, mas era inútil, visto que os pais estariam a dormir no 1º andar. Ninguém deveria estar acordado. Subiu as escadas até ao 2º andar. Estava a atravessar o longo corredor ate ao seu quarto, quando um porta, do outro lado das escadas, abre-se e um cabeleira preta aparece à porta.

- Ricas horas maninha! – disse a irmã, com um sorriso torcido, e com uma camisa de renda acetinada preta. Paris deu um salto devido ao susto e a Jade riu-se.

- Bolas, J! Assustaste-me! – Jade era a irmã gémea de Paris, mas completamente diferentes uma da outra, desde da personalidade ao estilo. Paris era loira, e não se preocupava muito com a aparência, quando Jade era morena que vivia para o style, fashion, e para o mundo da moda.

Encostando-se à ombreira da porta com a lima a bater na perna olhou para a irmã com um olhar inquisidor – Por onde é que andaste?

Paris suspirou e continuou a andar para o seu quarto – Como se não soubesses…

- Não sei porque insistes nessas malditas corridas! – afastando-se e avançando atrás da irmã – E não acredito que seja pelo Morto alcunha que Jade deu ao namorado da irmã – seja o fantástico corredor…

- Eu gosto – justificou-se.

Suspirando cansada – Mana, queres que aconteça o mesmo que aconteceu ao Chris? – Paris não lhe respondeu, abrindo a porta do quarto, entrando para dentro, sabia que a irmã seguia-a – Eu não te quero perder também…

Paris olhou para a irmã – Jade, eu não corro, só assisto e mesmo que corresse, aquilo do Chris foi um acidente trágico e… - virou o rosto, não querendo mostrar os olhos brilhantes, como sempre acontecia quando falava no irmão morto.

- Bem – mudando de assunto, também ela não gostava de falar no irmão, apesar de ele dar-se melhor com Paris – Mudando de assunto, sabes que vou dar uma festa, quero que estejas presente, sem o Morto!avisou com a lima em riste.

- Chama-se Tyler – disse cansada para a irmã, esfregando os olhos. Jade encolheu os ombros – E se eu não quiser ir? – perguntou Paris.

- Tu não farias uma desfeita dessas à tua maninha querida – piscou-lhe o olho, retrocedendo para trás, fechando a porta à sua frente. Infelizmente para Paris, e felizmente para Jade, Paris ia a festa. Contrariada, pensou Paris quando se deitou na cama vestida.

S.Mille às 19:39
| comentar
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De rosecat. a 25 de Setembro de 2010 às 23:15
ola...
ainda bem que voltaste a postar....
a história é interessante....
o que se irá passar na tal festa?
adorei a alcunha do namorado da Paris....xD
bjs...


De S.Mille a 27 de Setembro de 2010 às 10:37
olá olá :D obrigada por continuares a ler ^^

nos próximos capítulos irás descobrir :D



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