Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Radical Obsession 2


- PARIS! ACORDA! – Jade puxou as mantas que tapavam a irmã para trás, quando gritava-lhe para que ela acordasse. Paris resmungou qualquer coisa, e voltou a puxar as mantas de novo para si, e aconchegando-se melhor, voltou para o reino dos sonhos. Jade não achava piada, aquilo – Vês o que dá ires a essas corridas até as tantas da noite? Melhor da madrugada – continuando com o discurso – Temos aulas Paris, tens que te levantar e além disso, se não queres que a mãe venha até aqui ao quarto é melhor ACORDARES!

Paris ouvia a irmã e era insuportável, achava insuportável, parecia uma grafonola riscada irritante. E quando a irmã começou a abana-la foi como se a matassem. Virou-se de barriga para cima e olhou para a irmã, com os olhos meios fechados.

- Que queres? Vai chatear os teus sapatos de grif! – pegou na cabeceira e tapou-se com ela.

Jade resolveu afastar-se e utilizar a arma que sempre resultava – A mãe esta a subir as escadas…

Foi tiro e queda, Paris endireitou-se e sentou-se, com os olhos abertos – A mãe? Ela…

Jade sorriu – Relaxa, a mãe ainda não esta a subir, mas já perguntou por ti, claro que ela desconfia que não te deitaste cedo ontem, mas o papa vai defender te… - disse a revirar os olhos. Avançou para o espelho da porta do armário da irmã e reparou como a saia lhe ficava. Fazia lhe salientar a parte de trás, com elegância. Sorriu. Olhou para a irmã – Aindas estás deitada?

A resmungar contra a irmã, saiu da cama, dirigindo-se para a casa de banho que era só sua. Agarrou numa toalha do armário e abriu a torneira do chuveiro. Quando Paris tomava banho, Jade escolhia a roupa para a irmã. O que enchia o armário de Paris era muito diferente do que enchia e ainda ocupava outro igual. Jade tentou escolher uma roupa que não fosse demasiado banal nem demasiado out.

- Hum, não… - atirando uma blusa vermelha e preta para cima da cama, voltou de novo para as t-shirt, descartando aquelas que não queria para o monte que se começava a formar na cama. Finalmente pegou numa t-shirt branca e com uns adornos roxos – Esta sim! E agora… - metendo a camisola em cima da cadeira com todo o cuidado – agora a parte de baixo – olhou para o monte de calças penduradas que Paris tinha, era mesmo (quase) só jeans. Uma saia parecida a sua, mas não pegou nela. Pegou numas calças que era uma mistura de jeans e leggins, escuras. Jade adorava usar sapatos de salto alto, sandálias, botins, plataforma ou agulha, Paris tinha a sua colecção de ténis. Pegou nos ténis roxos que a irmã adorava.

Paris apareceu envolta numa toalha, olhou para a roupa que a irmã tinha escolhido e não fez nenhum comentário. Não era preciso. Jade fazia aquilo todos os dias: decidia sempre a roupa que Paris usaria durante o dia, apesar de muitas vezes, trocar algumas peças mais a seu gosto. Acabou por se vestir quando a irmã sentava na cama e falava da festa que ia dar, no fim-de-semana.

 

 

No colégio onde as gémeas andavam, começava a abrir as portas para mais um dia de aulas. O porteiro destrancava o grande portão para que os alunos que quisessem, entravam para o recinto do colégio. E foram poucos, aquela hora, que chegaram a entrar, ficando pelo jardim ou indo tomar o pequeno-almoço para o bar. Rob e Bill entraram para dentro do bar, como alguns dos colegas, seguindo para a fila que se começava a formar no balcão. Rob bocejou e ajeitou os óculos escuros, apoiou se no balcão esperando ser atendido, ouvindo conversas paralelas. Bill mexia no telemóvel.

 

 

Quando chegaram a sala de jantar, os pais das gémeas já lá estavam sentados, a tomar o pequeno-almoço, Mark na ponta da mesa a ler o jornal e Nora ao seu lado direito a olhar para a revista de moda que tinha aberto de lado, que fechou assim que as filhas sentaram se a sua frente.

Paris e jade disseram ao mesmo tempo – Bom dia!

Os pais murmuraram um bom dia para as filhas, Mark com um grande sorriso, Nora com a expressão serena.

- Dormiram bem? – perguntou Mark para as suas filhas, quando uma empregada começou a servir o café às raparigas.

- Optimamente! – disse Jade, piscando o olho para Paris.

- Eu deitei-me tarde – a mãe olhou para Paris e esta resolveu acrescentar rapidamente – Estive a rever umas coisas e nem dei pelo tempo passar, foi… - mordeu o lábio.

Jade resolveu ajudar a irmã – Hoje vamos ter teste a línguas, é horrível o que nos mandam estudar! – argumentou tragicamente Jade, levanto a mão ao pescoço numa atitude de choque. Piscou o olho a irmã.

- O que interessa é que não deixem que as vossas notas desçam, principalmente tu, Paris, tens umas quantas notas pendentes – disse Nora quando barrava a torrada com doce.

- Não se preocupe… - continuaram a tomar o pequeno-almoço. O pai foi o primeiro a falar.

- Querida, logo temos aquela jantar dançante, não te esqueças. – Jade trocou um sorriso divertido a Paris e ela soube o que vinha daí. Não havia mesmo hipótese. Com os pais fora, claro que Jade ia aproveitar. Ela ia tentar se livrar do jantar.

Nora sorriu-lhe – Não querido, já tenho tudo organizado… Só vou dar uma ajuda na loja e volto a horas para irmos, só espero que não tenhas nada de ultima hora…

Mark riu – Só se aparecer uma mulher de urgência para lhe implantar um peito novo… - sorriu para as filhas e levantou-se, e virou-se para as três mulheres da sua vida, dando um beijo na testa as filha e um na boca a mulher – Tenham um bom dia, vemo-nos logo… - e afastou-se, vestindo o blazer e agarrando na pasta, pronto para o trabalho na clínica.

Nora também se levantou, quando ouviu o telemóvel – É da loja, já deve ter chegado a nova colecção de casacos – agarrou na mala e meteu a pendurada no antebraço – Até logo meninas – também ela afastou-se para fora da sala, quando atendia o telemóvel e ditava ordens as empregadas. Ficaram as duas na sala.

- Quando eles tiverem para sair, apareço no quarto e digo que está tudo organizado para o jantar – começou Jade – A mãe vai perguntar que jantar, e eu direi aquele que eu prometi ir das filhas do empresário, e que já está a séculos combinado, ficando desiludida por não poder comparecer ao jantar dançante – fez uma careta – claro que a mãe vai dizer que eu terei de ir ao jantar das filhas do empresário e VOILA!

Paris riu-se – És impossível… Era bem-feita que ela descobrisse que tu lhe mentiste! – Jade olhou para ela.

- Tu vens comigo! Por isso tu também vais mentir… – Paris riu-se.

- Vamos mas é embora que as tuas discípulas já devem estar a tua espera.

Pegando nas malas e nas suas coisas, as gémeas saiam de casa para junto do carro que as esperava, com o motorista já lá dentro. Arrancou para o colégio.

S.Mille às 09:46
| comentar

novas fic's e re-edições
ACTUAL:

 

free counters