Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Radical Obsession 3

O dia foi passando. O colégio fervia de actividade o que não era normal numa quarta-feira da semana normal. Havia muita agitação no ar. Paris sentia isso. Almoçava com a irmã na cantina do colégio, com as amigas e seguidoras desta, Mary e Natacha. Neste momento discutiam sobre a festa, no qual Paris não estava no mínimo interessada. Não era um tema que lhe interessasse. Suspirou quando agarrava na lata de Coca-Cola e bebia o líquido puxado por uma palhinha. Inspirou fundo. Só queria que aquele dia acabasse para ir rapidamente ir ter com Tyler. Ao pensar nele sorriu. Achava que era o melhor namorado do mundo. Sorriu ao lembrar se na surpresa que lhe ia fazer.

Foi então que Andy, outra seguidora e amiga de Jade, sentou-se na mesa delas com ar de caso e olhar preocupado, nervoso e chateado.

- Nem vos passa! – pousando a mala na cadeira ao lado – Temos um problema, minhas amigas!

Jade foi a primeira a reagir – O que foi!? Que se passou!? Tem a ver com a festa?

Andy acenou – A banda!

Mary olhou para Natacha e esta para Jade, que cerrara os lábios e murmurava atreves deles – O que tem a banda? – prevendo que não vinha coisa boa daquele lado.

- Não temos banda! – disse tragicamente. Começou a abanar com a mão a frente do rosto.

- Como assim? Cortou-se? Mas porquê? O Joye tinha prometido! – gritou Jade, visivelmente chateada, fazendo com que muitos colegas olhassem para ela – Como é que me pode fazer uma coisa destas? São mesmo pessoas sem nível! O que faço agora?! Onde vou arranjar outra banda? – abanou a cabeça – Está tudo arruinado…

Mary mordeu o lábio, arriscou falar – Mas ainda tens o dj… - Jade lançou-lhe um olhar irritado. Mary encolheu-se – Não disse nada… - Jade levantou-se. Paris também. Natacha, Mary e Andy olharam para elas.

- Eu vou tratar de arranjar uma banda nem que seja de cowboys! – disse Jade. Suspirou e saiu da cantina, Paris encolheu os ombros para as raparigas e foi atrás da irmã que já pegar no telemóvel e falava, melhor, exigia explicações a Joye.

Mas quando avançava para a irmã, sentiu um formigueiro no pescoço, como alguém estivesse a olhar para ela, e olhou para ver quem estava a olhar para si. Não viu ninguém a olhar para si, tivera a certeza que alguém a vigiava.

- Paris! – Nancy apareceu por detrás dela e fez com que Paris esquece-se do olhar pregado em si. Viu a amiga a aparecer toda alegre.

- Estás muito contente – fez notar.

Nancy fez um sorriso rasgado – A vida corre bem!

- Isso vejo eu! – Paris sorriu e um motor de uma mota fora do portão chamou a atenção, tal como as outras pessoas que ouviram e ficaram curiosas de saber de quem se tratava. Paris soube quem era.

Nancy revirou os olhos – O teu queridinho chegou – gozou.

- Que te faz ganhar muito dinheiro – respondeu a provocação da amiga e foi a correr ter com o namorado que mal tirou o capacete, beijou-o. Não sabia que ele vinha, porque tinha preparado a surpresa para essa noite, já que não ia ao jantar dos pais, nem estava a pensar ficar com a irmã. Tyler puxou-a para si, ainda montado na mota.

Bill afastou-se da parede onde estava encostando, com o olhar magoado, bateu no ombro do amigo e entrou dentro do colégio, Rob que estava a falar com uma miúda, olhou para Bill que se afastava mas falou mais um pouco com a miúda, depois foi atrás do amigo que já estava dentro da sala. Sentou-se ao lado dele e olhou-o. Conhecia-o demasiado bem, para saber que não estava bem. Mas como também o conhecia, ele não lhe ia dizer. Mas não aguentou.

- Tu não a esqueceste pois não? – Bill não respondeu e agarrou no telemóvel, meteu os phones e ignorou o amigo. Não queria falar.

No átrio, Jade desligava a chamada quando Mary aproximou se dela. Tinha se lembrado de uma banda que podia ajudar. Como estava de costas para si, Mary tocou no ombro de Jade e esta olhou – Que foi? Não me digas que…

Nem a deixou acabar – Não, é outra coisa, acho que sei uma banda que pode tocar na festa, se é que ainda queres uma banda.

- A sério? Diz…  - Mary sorriu por ser útil para alguma coisa.

Do lado de fora do portão, Paris afastou-se corada do namorado. Gostava daquelas manifestações da parte dele.

- Uau!

Tyler sorriu e voltou a beija-la – Até parece que não gostas – Paris sorriu e voltou a colar os lábios dele, mas desta vez foi ele a parar – Paris desculpa, tenho uma coisa para te dizer…

- O que se passa? – preocupada, olhou para ele.

- Vou estar uns dias fora, e só devo voltar para a semana – Paris fez beicinho, mas acho que até era bom ele não estar cá porque assim não tinha que inventar nada uma desculpa para ele não ir à festa da Jade.

- Mas prometes que vais pensar sempre em mim? – Tyler sorriu e acenou – Optimo! Quando é que vais?

Tyler mordeu o lábio – Esta noite…

- Hoje? Mas… Mas… - ele ia ficar então muitos dias fora: e ainda só iam a meio da semana. Suspirou chateada, mas não podia impedi-lo de ele ir, olhou para ele – Ainda te vejo antes de partires?

- Passa pela oficina, eu estou por lá… - deu lhe um beijo. A campainha tocou alertando os alunos para mais uma tarde de aulas. Paris suspirou frustrada.

- Passo por lá, assim que sair daqui… - afastou-se e acenou-lhe retrocedendo para trás quando e acenava – Espera por mim… - acabou-se por vir, ouvindo a mota a partir.

Quando chegou à sala, a professora Lynn já estava a fazer a chamada. Paris apressou-se a ir para o seu lugar antes que a mulher reclama-se. Sentou-se ao lado da irmã, nas cadeiras de trás. Jade estava a abrir o caderno com um grande sorriso e Paris pressentiu que ela estava feliz. Olhou para a irmã e brindou-lhe com um fantástico sorriso.

Paris murmurou só para a irmã – Aconteceu te alguma coisa? É que estás com um sorriso parvo na cara, e estás a dar demasiado nas vistas… - gozou com ela, quando ela também tirava o caderno e abria, começando a fazer pequenos desenhos à volta dos apontamentos.

- Já tenho banda! Porque é que nunca me disseste que ele tinha uma banda?

Paris olhou para ela confusa – Ele? Que ele?

Jade ia para dizer quando a professora deixa cair em cima da mesa os seus livros – Boa tarde turma – fazendo sobressaltar os que estavam na fila da frente. Ouviram se risinhos – Silencio, gostava de começar a dar a aula, se não se importam… - brindou com um sorriso sarcástico – Há duvidas nos trabalhos de casa? – ninguém respondeu e toda gente olhou para o parceiro do lado – Oh que óptimo! – agarrou na pasta – Porque vejo, que podemos fazer então o teste surpresa, meus meninos – ouviram se reclamações de todo o género, gemidos como se estivessem a ser torturados – Não vejo qual é a tragédia, vocês não tem duvidas… - começou a distribuir as folhas por todos – Tem meia hora – acabou de distribuir e voltou para a secretária, encostando-se a ela, cruzando os braços, olhou-os  – Despachem-se!

: Where's my Angel - MetroStation
S.Mille às 14:17
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